12 fev

Curiosidades sobre o Carnaval!

Carnaval é a maior festa popular do mundo, o maior espetáculo cênico da face da terra. E se bem aproveitado o melhor feriado brasileiro, cheio de sol e alegria. Tudo é cercado de muitas curiosidades e não seria diferente com o Carnaval.

Carnaval 1

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Saiba porque o Carnaval tem datas diferentes todo ano

O primeiro domingo após o 14o dia de lua nova é o domingo de Páscoa. Ou, o primeiro domingo após a lua cheia, posterior ao equinócio da primavera é o domingo de Páscoa.

Se o 14o dia da lua nova ou da lua heia posterior ao equinócio da primavera cair no dia 21 de março e for sábado, o domingo de Páscoa será no dia 22 de março. Entretanto, se a primeira lua cheia, isto é, o 14o dia após o equinócio da primavera for 29 dias, depois do 21 de março, o domingo de Páscoa só poderá ser 25 de abril, isto é, o mais tarde possível. Como o primeiro dia da lua nova, antes de 21 de março se situa necessariamente, entre 08 de março e 05 de abril, a Páscoa só pode cair entre 22 de março e 25 de abril.
O domingo de carnaval cairá sempre no 7o domingo que antecede ao domingo de Páscoa.

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Criação da ala das baianas

Foi na gestão de Roberto Paulino, biênio 60 / 62, na Mangueira, que foi criada a Ala das Baianas com as características atuais.

Em 125 baianas coordenadas por D. Neuma. Foi no desfile das campeãs em 1970, quando o Presidente era Juvenal Lopes que a mais famosa baiana da Mangueira Nair Pequena, morreu em plena avenida, quando a escola cantava o samba de enredo “Um Cântico a Natureza”.

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Escola foi para avenida sem alegorias

No carnaval da Império Serrano de 1972, “Alô, Alô, Tai Carmem Miranda” a Escola do saudoso Mestre Fuleiro chegou com suas alegorias praticamente nuas na concentração, deixando os componentes da Escola da Serrinha, tristes e preocupados.

De repente, Fernando Pinto, o carnavalesco, foi montando folhagens, bichos, coqueiros que estavam embrulhados em plásticos, transformando os esqueletos das alegorias em uma deslumbrante e linda floresta. Era o gênio de Fernando Pinto que começava despontar. A Escola de Samba Império Serrano foi Campeã com um carnaval que ninguém se esqueceu até hoje.

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Adelaidinha nasce em pleno desfile

Num desfile da Azul e Branca denominado “Noite de São Silvestre” promovido pelo jornal “A Manhã” na noite de 31 de Dezembro de 1949, a pastora Finoca, em adiantado estado de gestação não deu ouvidos às ponderações de sua mãe Adelaide também sambista, e as do marido Nunes e desceu para o desfile.

Na madrugada de 01 de Janeiro de 1950, a Escola partiu da Praça Onze para o Obelisco. Na altura da rua D. Gerardo, Finoca que fazia evoluções no asfalto começou a sentir os primeiros sintomas do parto. Sentou-se no meio fio encostou a cabeça no poste e chamou o repórter Aroldo Bonifácio para providenciar a vinda de uma ambulância. O jornalista, ao tentar sair, para procurar um telefone foi seguro por Finoca que havia piorado. Não houve jeito. Nasceu a criança sob a assistência apavorada do jornalista. A menina ganhou o nome de Adelaidinha se tornando depois uma famosa passista.

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Ala das Baianas era formada por homens

A ala de baianas na década de 30 era formada, quase exclusivamente, por homens que saiam nas laterais, das Escolas, portando navalhas presas as pernas para defenderem as agremiações em caso de brigas.

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Desfilantes vieram de São Paulo e Minas Gerais

No carnaval de 1996 cerca de 20% dos componentes de Escola de Samba como a Imperatriz Leopoldinense, Portela e Mocidade Independente vieram de Estados como São Paulo e Minas Gerais.

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Desfilando Mesmo Sem Luz

Em 1983, meio ao desfile, a Escola de Samba Caprichosos dos Pilares que estava no grupo especial com o enredo Um Cardápio a Brasileira desfilou às escuras na Passarela do Samba durante cerca de uma hora pois faltou luz.

A Escola continuou o desfile, porem na Abertura dos envelopes, as notas não foram computadas. A Escola de Pilares foi mantida no Grupo Especial. Fato semelhante aconteceu com a Escola de Samba Santa Cruz em 1992, que também fez seu desfile às escuras. A partir desse incidente o regulamento dos desfiles estabeleceu que na ocorrência de falta de luz as Escolas deverão continuar o desfile, mas para valer o julgamento os jurados devem descer das cabines, permanecendo na pista.

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Agora mais algumas curiosidades sobre esse que pode não ser o maior evento brasileiro mas é o mais feliz com toda a certeza, via lista 10.

Carnaval 2
1º. Para homenagear o Deus Saturno, havia uma festa na Roma Antiga chamada “Saturnais”. As escolas ficavam fechadas, os escravos eram soltos e as pessoas saíam às ruas para dançar. Carros (chamados de “carrum navalis” por serem semelhantes aos navios) levavam homens e mulheres nus em desfile. Muitos dizem que pode ter sido daí a expressão “carnavale”.

2º. A Igreja Católica se opunha a estes festejos pagãos, mas, em 590, decidiu reconhecê-los. Exigiu, porém, que o dia seguinte (Quarta-Feira de Cinzas) fosse dedicado à expiação dos pecados e ao arrependimento.

3º. De lá para cá, o Carnaval foi mudando aos poucos de cara. Na Idade Média, incluía sátiras aos poderosos. Os foliões se protegiam de possíveis retaliações com a desculpa de que a festa os deixava loucos (“folia”, em francês, significa loucura).

4º. No Brasil o início da festa é conhecido como “grito de carnaval”. Antigamente os clubes promoviam festas pré-carnavalescas com este nome. Nessas festas as pessoas iam fantasiadas e cantavam e dançavam ao som de marchinhas de Carnaval.

5º. A data em que se comemora o Carnaval é definida com base na Páscoa. A Quarta-Feira de Cinzas sempre cai 46 dias antes do domingo da festividade, que é a soma dos 40 dias que antecedem o Domingo de Ramos com os 6 dias da Semana Santa.

6º. Em 1855 houve aquele que foi considerado o primeiro desfile de Carnaval. Uma comissão de intelectuais formou um bloco chamado “Congresso das Sumidades Carnavalescas”. Os participantes foram até o palácio de São Cristóvão pedir para que a família real assistisse ao desfile. Dom Pedro II aceitou o convite. A polícia do Rio de Janeiro autorizou o desfile de blocos pelas ruas em 1889.

Carnaval 3
7º. Foi na Rua Visconde de Itaúna, próximo a Praça Onze, que nasceu o samba. Uma roda de amigos improvisava versos na casa de uma das moradoras do morro, a tia Ciata (Hilária Batista de Almeida). Em 6 de agosto de 1916, o grupo criou a música O Roceiro, que caiu no gosto do povo. Depois de repetida em outras noites, sempre com muito sucesso, Donga, um dos participantes, resolveu registrar a canção em seu nome, com o título de Pelo telefone. Quando ela foi gravada, em 1917, os outros integrantes do grupo – Germano Lopes da Silva, Hilário Jovino Ferreira, João da Mata, Sinhô e tia Ciata – reivindicaram direitos pela composição. Donga contestou essa versão.

8º. O nome do ritmo é de uma língua africana chamada banto, falada em Angola. Há duas versões para sua origem: ou ela deriva do termo samba (bater umbigo com umbigo), ou é uma junção de sam (pagar) e de ba (receber). Nas antigas rodas de escravos se praticava a umbigada, dança em que dois participantes davam bordoadas um no baixo-ventre do outro.

9º. O Carnaval brasileiro é descendente do “entrudo” português. O dicionário diz que entrudar significa molhar com água, empoar de goma ou talcos, fazer peça. E a farra era esta mesmo. No século 17, os foliões se armavam de baldes e latas cheias de água. E todos acabavam molhados. Até Dom Pedro II se divertia jogando água nos nobres. Acontecia aqui antes do início da Quaresma e durava três dias, do domingo até a terça-feira gorda.

10º. Com o passar dos anos, a brincadeira foi ficando mais agressiva. Água suja, farinha e talco lambuzavam as roupas dos brincalhões. Limões, laranjas e ovos eram atirados em quem estivesse na rua. Logo surgiu uma lei proibindo o entrudo. Em 1854, um chefe de polícia do Rio de Janeiro (RJ) determinou que a partir daquela data o entrudo tinha de “ser seco para não estragar as roupas mais custosas e cuidadas e não provocar desordens e confusão”. O entrudo à seco se transformou no Carnaval.

Fonte: Lista 10 e Carnaval.com.br

Lukas

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