7 jun

Vermelho, uma Paixão!

Dionísio, Revolução, Kandinsky e Japão

Dionísio, Revolução, Kandinsky e Japão

Vermelho roupa

Cor do fogo e do sangue, o vermelho é a mais importante das cores para muitos povos, por ser a mais importante das cores para muitos povos, por ser mais intimidamente ligada ao princípio da vida.

Segundo Kandinsky, famoso pintor: “O vermelho claro quente (Saturno) tem certa analogia com o amarelo médio. Força, ímpeto, energia, decisão, alegria, triunfo, é tudo isto que ele evoca. Ele soa como uma fanfarra onde domina o som forte, obstinado, importuno da trombeta.”

O vermelho foi a cor de Dionísio para os pagãos e é a do Amor Divino para os cristãos. Na maioria das lendas européias e asiáticas, o espírito do fogo é sempre representado com roupas vermelhas. É a cor de Marte, dos guerreiros e dos conquistadores. Era a cor distintiva dos generais romanos e da nobreza patrícia, tornando-se a cor dos imperadores. O vermelho chamejante é o símbolo do amor ardente.

No Oriente, o vermelho evoca o calor, a intensidade, ação, a paixão, sendo a cor dos rajás e das tendências expansivas. No Japão, é o símbolo da sinceridade e da felicidade. De acordo com certas escolas xintoístas, o vermelho designa o Sul, a harmonia e a prosperidade. O arroz vermelho é usado como voto de êxito e de felicidade em aniversários e outras datas festivas.

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A partir da Comuna de Paris, o vermelho passou a simbolizar a revolução proletária e é atualmente identificado como símbolo ideológico.

Vermelho objetos
Em todos os países do mundo, o vermelho significa perigo e sinal fechado de transito. Por sua capacidade de penetrar mais profundamente na neblina e a escuridão do que as outras cores, ele é usado como luz de alarme, nas torres elevadas, cimo dos edifícios, proas de embarcações, etc.

É a cor da pedra dos anéis de grau dos advogados, por evocar os litígios ás vezes sangrentos em que estes têm de estudar, acusar, defender e julgar.

O vermelho, fazendo lembrar guerra, mas funcionando como símbolo de trégua e de paz, compôs uma das bandeiras mais significativas do último século, graças aos esforços de Henri Dunant, fundador da Cruz Vermelha Internacional.

Ainda segundo Kandinsky: O vermelho, tal como imaginamos, cor sem limites, essencialmente quente, age interiormente como uma cor transbordante de vida ardente e agitada. Apesar de toda sua energia e intensidade, o vermelho dá prova de uma imensa e irresistível força, quase consciente de seu objetivo.

Bibliografia: Da Cor à Cor Inexistente de Israel Pedrosa
Lukas

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