
Marcos Lula (@marcos_lula), 18 anos, está começando o segundo ano do curso de Arquitetura na faculdade PUC-Goiás.
Dando continuidade a nossa seção Papo 10! mantive na segunda edição, as mesmas questões já feitas para Camilla Lourenço, assim podemos traçar paralelos entre as opiniões desses jovens estudantes que estão ingressando no mercado de arquitetura e design de interiores.
Decoração é possível para todos?
Depende do que se entende por “decoração”. Jamais teria a audácia de tirar o mérito de profissionais que estudaram anos, leram centenas de livros e presenciaram milhares de exposições para se formar um bom profissional e fazer design com competência. Esses, provavelmente farão uma boa decoração, adaptada a realidade de cada cliente. Mas sou consciente de que tanto no Brasil quanto em qualquer lugar do mundo, pagar por decoração é um luxo, já que o valor de tal parte do projeto pode sair bem mais caro que o projeto arquitetônico em si. Pude presenciar a decorações que não foram feitas por profissionais da área muito menos por endinheirados, no entanto não deixam de ser ótimas decorações.
Quando estamos no momento ‘decorar’ o que é mais importante levar em consideração?
O cliente, o tipo de público, enfim, quem você deseja atingir e agradar com o ambiente. É extremamente importante, não apenas na hora de decorar, mas durante todo o processo de formação do espaço ter um conhecimento das características do público, e se for um cliente específico, até mesmo saber sua história de vida, pontos importantes que vão fazer com que ele se sinta confortável no espaço. Muitas pessoas se pintam, usam máscaras, mas em uma conversa de 30 minutos deixam transparecer quem realmente são. Por isso a boa decoração nunca vai partir de páginas de revistas, mas sim de um papel e um lápis.





